Mostrando postagens com marcador vazios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vazios. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, junho 21, 2023

A lua faz silêncio para os pássaros

 


A lua faz silêncio para os pássaros,

- eu escuto esse escândalo!

Um perfume vermelho me pensou.

(Eu contamino a luz do anoitecer?)

Esses vazios me restritam mais.

Alguns pedaços de mim já são desterro.

............................................................

(É a sensatez que aumenta os absurdos?)

De noite bebo água de merenda.

Me mantimento de ventos.

Descomo sem opulências.

Desculpe a delicadeza.


Em: O livro das ignorãças, 2016.


* Foto por mim no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, no pôr do sol em 03/06/2023.


terça-feira, outubro 05, 2021

Os deslimites das palavras

 


Ando muito completo de vazios.
Meu órgão de morrer me predomina.
Estou sem eternidades.
Não posso mais saber quando amanheço ontem.
Está rengo de mim o amanhecer.
Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.
Atrás do ocaso fervem os insetos.
Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu
destino.
Essas coisas me mudam para cisco.
A minha independência tem algemas.