quarta-feira, dezembro 07, 2016

Desenho em Homenagem a Manoel de Barros

O resultado do Concurso de Desenho Verbal da Imagem, em homenagem a Manoel de Barros no centenário de seu nascimento, foi publicado no Diário Oficial. O objetivo do concurso foi revelar o pensamento, a sensibilidade e a criatividade dos estudantes de Ensino Médio do Estado sobre a poesia "O Menino Que Carregava Água na Peneira", de Manoel de Barros.

http://www.progresso.com.br/caderno-b/desenho-em-homenagem-a-manoel-de-barros


FMB homenageia os 100 anos do poeta

No dia 16 de dezembro, um espetáculo de dança organizado pelos participantes do projeto Ativa Idade será realizado no auditório do Crea-MS, na rua Sebastião Taveira, 272 - Monte Castelo, a partir das 19h, com o tema Manoel de Barros 100 anos.

quarta-feira, novembro 30, 2016


Não saio de dentro de mim nem para pensar.
[Manoel de Barros]


Narciso 
Uno-me tanto a mim, que sou todo verso que me devora: espectro. 
[Solange Firmino]

domingo, novembro 06, 2016

sábado, outubro 15, 2016

Desfolhamentos

Foto tirada por mim na rua do Catete - RJ
"Às vezes passo por desfolhamentos." 

(Livro das ignorãças)

quarta-feira, outubro 12, 2016

Fragmentos de 'O homem de lata'


O homem de lata
arboriza por dois buracos
no rosto
O homem de lata
é armado de pregos
e tem natureza de enguia
O homem de lata
traz para a terra
o que seu avô
era de lagarto
o que sua mãe
era de pedra
e o que sua casa
estava debaixo de uma pedra
O homem de lata
é uma condição de lata
e morre de lata

“29 escritos para conhecimento do chão através de S. Francisco de Assis”

O chão viça do homem
no olho
do pássaro, viça
nas pernas
do lagarto
e na pedra
Na pedra
o homem empeça
de colear
Colear
advém de lagarto
e não incorre em pássaro…
O homem se arrasta
de árvore
escorre de caracol
nos vergéis
do poema
O homem se arrasta
de ostra
nas paredes
do mar
O homem
é recolhido como destroços
de ostras, traços de pássaros
surdos, comidos de mar
O homem
se incrusta de árvore
na pedra
do mar.

[Em Gramática expositiva do chão]

quarta-feira, setembro 28, 2016

Arte como Poesia, Educação como Política


Foto tirada por mim: Entender é parede / procure ser árvore.
Hoje veio no meio Facebook uma ótima lembrança. Há dois anos foi realizado no Museu da República o evento "ArvoreSer", com trechos de poemas de Manoel de Barros. 


https://www.facebook.com/institutotear

http://institutotear.org.br

Choveu e o evento foi no dia 28.

quarta-feira, setembro 21, 2016

Dia da árvore

As árvores me começam.

Manoel de Barros

Primavera no ar...

Foto tirada por mim em Casimiro de Abreu
"Chegam aromas de amanhã em mim." 
Manoel de Barros




Está chegando a primavera. Mais uma. É um ciclo. Já escrevi sobre a mitologia da estação, sobre Deméter e Perséfone, quando, após reencontrar a filha, Deméter retornou ao Olimpo e a terra se cobriu de verde. 

No simbolismo do mito, a filha representa o grão semeado, que se desenvolve embaixo da terra e aparece na primavera sob a forma de novos frutos. A significação profunda do mito dessas deusas era revelada aos Iniciados nos Mistérios de Elêusis, em que os adeptos se preparavam para a morte, com ensinamentos de como suportar a passagem de um mundo para outro.


Quem quiser ler o texto integral, aqui está o link:



Dia da árvore!

Foto por mim mesma, Praça Paris

Um passarinho pediu a meu irmão para ser sua árvore.
Meu irmão aceitou de ser a árvore daquele passarinho.
No estágio de ser essa árvore, meu irmão aprendeu de
sol, de céu e de lua mais do que na escola.
No estágio de ser árvore meu irmão aprendeu para santo
mais do que os padres lhes ensinavam no internato.
Aprendeu com a natureza o perfume de Deus
seu olho no estágio de ser árvore aprendeu melhor
o azul
E descobriu que uma casa vazia de cigarra esquecida
no tronco das árvores só serve pra poesia.
No estágio de ser árvore meu irmão descobriu que as árvores são vaidosas.
Que justamente aquela árvore na qual meu irmão se transformara,
envaidecia-se quando era nomeada para o entardecer dos pássaros
e tinha ciúmes da brancura que os lírios deixavam nos brejos.
Meu irmão agradecia a Deus aquela permanência em árvore porque fez amizade com muitas borboletas.


(in: Ensaios Fotográficos)