domingo, agosto 28, 2016

II Mostra de Esculturas Monumentais na Praça Paris

A Mostra Rio de Esculturas Monumentais retorna com sua segunda edição na Praça Paris, no bairro da Glória, e ficará até 25 de seteembro de 2016, com a participação de 17 artistas do Rio de Janeiro e outros estados.
A iniciativa dá seguimento a sua primeira edição, realizada na Praça Paris em 2014.

Do artista Angelo Milani, de São Paulo, a instalação “Naveganças”, vem atraindo grande atenção de adultos e crianças. A obra é inteiramente interativa onde os visitantes podem entrar no interior da mesma, confeccionada com refugos domésticos e industriais, com 36 m² de base e 5m de altura, conta também com trechos de 400 poesias plotadas em espelhos automotivos, dos poetas Ferreira Gullar, Manoel de Barros, Manuel Bandeira, Cora Coralina, entre outros.

Do site Catraca Livre


Foto tirada por mim: Não uso computador para escrever. Sou metido. Sempre acho que na ponta de meu lápis tem um nascimento.//  O Homem que possui um pente e uma árvore servem para a poesia.

Foto tirada por mim: Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.

Foto tirada por mim: Não gosto de palavra acostumada.


sexta-feira, agosto 26, 2016

Soberania

Naquele dia, no meio do jantar, eu contei que 
tentara pegar na bunda do vento — mas o rabo
do vento escorregava muito e eu não consegui 
pegar. Eu teria sete anos. A mãe fez um sorriso 
carinhoso para mim e não disse nada. Meus irmãos
deram gaitadas me gozando. O pai ficou preocupado 
e disse que eu tivera um vareio da imaginação. 
Mas que esses vareios acabariam com os estudos. 
E me mandou estudar em livros. Eu vim. E logo li 
alguns tomos havidos na biblioteca do Colégio. 
E dei de estudar pra frente. Aprendi a teoria
das idéias e da razão pura. Especulei filósofos
e até cheguei aos eruditos. Aos homens de grande 
saber. Achei que os eruditos nas suas altas 
abstrações se esqueciam das coisas simples da 
terra. Foi aí que encontrei Einstein (ele mesmo
— o Alberto Einstein). Que me ensinou esta frase: 
A imaginação é mais importante do que o saber. 
Fiquei alcandorado! E fiz uma brincadeira. Botei 
um pouco de inocência na erudição. Deu certo. Meu 
olho começou a ver de novo as pobres coisas do 
chão mijadas de orvalho. E vi as borboletas. E
meditei sobre as borboletas. Vi que elas dominam 
o mais leve sem precisar de ter motor nenhum no 
corpo. (Essa engenharia de Deus!) E vi que elas 
podem pousar nas flores e nas pedras sem magoar as
próprias asas. E vi que o homem não tem soberania 
nem pra ser um bentevi.




Em "Memórias Inventadas - A Terceira Infância", Editora Planeta - São Paulo, 2008, tomo X, com iluminuras de Martha Barros.

Dos passarinhos...


Dos passarinhos...