sábado, fevereiro 04, 2012

Tempo

Imagem de Susana Neto
"Eu não amava que botassem data na minha existência. A gente usava mais era encher o tempo. Nossa data maior era o quando. O quando mandava em nós. A gente era o que quisesse ser só usando esse advérbio. Assim, por exemplo: tem hora que eu sou quando uma árvore e podia apreciar melhor os passarinhos. Ou: tem hora que eu sou quando uma pedra. E sendo uma pedra eu posso conviver com os lagartos e os musgos. Assim: tem hora eu sou quando um rio. E as garças me beijam e me abençoam. Essa era uma teoria que a gente inventava nas tardes. Hoje eu estou quando infante. Eu resolvi voltar quando infante por um gosto de voltar. Como quem aprecia de ir às origens de uma coisa ou de um ser. Então agora eu estou quando infante. Agora nossos irmãos, nosso pai, nossa mãe e todos moramos no rancho de palha perto de uma aguada. O rancho não tinha frente nem fundo. O mato chegava perto, quase roçava nas palhas. A mãe cozinhava, lavava e costurava para nós."
(...)
[Memórias inventadas: a segunda infância ]


5 comentários:

Anônimo disse...

Manoel de Barros sempre toca meu coração!

Anônimo disse...

Manoel de Barros sempre toca meu coração!

Kirylus disse...

Uai moça, precisando atualizar seu site...Manoel de Barros acaba de ganhar o prêmio "Casa da América Latina" de Portugal. Veja aqui.
http://valerumlivro.mtv.uol.com.br/2012/05/29/premio-de-literatura-casa-da-america-latina-contempla-escritor-brasileiro-pela-primeira-vez/

Abraço.

Kirylus disse...

Uai moça, precisando atualizar seu site...Manoel de Barros acaba de ganhar o prêmio "Casa da América Latina" de Portugal. Veja aqui.
http://valerumlivro.mtv.uol.com.br/2012/05/29/premio-de-literatura-casa-da-america-latina-contempla-escritor-brasileiro-pela-primeira-vez/

Abraço.

Fanzine Episódio Cultural disse...

Os 300 de Esparta

Salve Ares, o deus da guerra!
A ti brindamos com nossas taças,
Por ti conquistamos com nossas espadas.

Entre humanos tu lutaste
Nos campos de batalha.
Ao nosso lado
Impuseste tua espada e soberania.

Salve Ares!
Os 300 de Esparta te saúdam
Da Grécia para sempre se ouvirá
O eterno eco do nosso clamor:

Que a batalha se inicie!



Do livro “O ANJO E A TEMPESTADE” de Agamenon Troyan