terça-feira, dezembro 26, 2006


“Eu não caminho para o fim, eu caminho para as origens”.

Este é mais que um presente de fim de ano, a voz de Manoel de Barros escrita a máquina (Olivetti), à mão e ao vivo. Ele está fazendo 90 anos em 19 de dezembro e, além de nos oferecer um poema inédito (confira na edição impressa), em que se diz um songo, concede-nos entrevista em três tempos diferentes.

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(...) passei a vida tentando escrever em língua de brincar. Minhas palavras são de meu tamanho; eu sou miúdo e tenho o olhar pra baixo. Vejo melhor o cisco. Minhas palavras aprenderam a gostar do cisco, isto é, da palavra cisco. E das coisas jogadas fora, no cisco. Pra ser mais correto: as coisas que moram em terreno baldio.


Na Revista Caros Amigos de dezembro de 2006.