Domingo, Fevereiro 12, 2006

Os deslimites da palavra

Foto de Luis Ferreira



Ando muito completo de vazios

Meu órgão de morrer me predomina.

estou sem eternidades.

Não posso mais saber quando amanheço ontem.

Está rengo de mim o amanhecer.

Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.

Atrás do ocaso fervem os insetos.

Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu destinio.

essas coisas me mudam para cisco.

A minha independência tem algemas

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